Janeiro de 2015: o São Paulo começa o ano em alta após o vice-campeonato brasileiro e a semifinal da Sul-Americana, cotado entre os favoritos do Paulista (não que seja grande coisa ganhar estadual hoje em dia) e com elenco para classificar no "grupo da morte" da Libertadores (que tinha San Lorenzo, campeão de 2014 e Corinthians, campeão em 2012, além de São Paulo, com 3 títulos e o uruguaio Danubio) e poder chegar longe no torneio continental.
A temporada começa e pouco a pouco, as previsões caem: porque o São Paulo faz memoráveis jogos em casa no Paulista e na Libertadores, conseguindo grandes vitórias e muitas vezes jogando bem, para ir jogar como visitante, passar um verdadeiro sufoco, o time "esquecer" como joga, ficar totalmente perdido, parecendo nunca terem pisado num campo de futebol na vida, mas no geral, tanto em casa quanto fora percebia-se algo comum no São Paulo: o time não tinha velocidade, tocava muitas vezes a bola para trás e para os lados, sem objetividade, chegava perto da área, tinha medo de entrar em velocidade, fazer jogadas e acelerar o jogo quando fosse preciso. Comandado por Muricy, que já estava com muitos problemas de saúde, o time carecia de padrão de jogo e a diretoria não se mexia para achar novo técnico.
Milton Cruz assumiu às vésperas das quartas-de-final do Paulista, enquanto a diretoria "inventava": surgiam os nomes de Abel Braga (indicado por Muricy, de quem é amigo pessoal , e prontamente descartado), Sabella (uma novela das mais chatas, diga-se de passagem, porque o treinador argentino nunca vinha), Luxemburgo, que embora estivesse perto, também não aparecia e o São Paulo passando pelas quartas do Paulista diante do Red Bull com Milton Cruz, chegando ao seu jogo mais importante, contra o Corinthians pela Libertadores (lembrando que precisava da vitória para se classificar às oitavas, sem depender do San Lorenzo e que já tinha perdido outros dois jogos para o mesmo rival no ano), jogo que por incrível que pareça, o time tricolor dominou, jogou super bem, teve chance de golear e conseguiu a sua classificação, isso não contando a apática desclassificação contra o Santos na Vila Belmiro pela semi do Paulista, porque de novo, o time não produziu nada.
Com a eliminação do Paulista, o time tricolor ganhou incríveis 15 dias de folga até o jogo contra o Cruzeiro pela Libertadores: tempo que se a diretoria pensasse um pouco, poderia ir atrás do necessário para o time - UM TÉCNICO - mas, em vez disso, confiando nos bons resultados de um "técnico-tampão" (sim, ele sempre comandava o time por no máximo 5 ou 6 jogos em situação que o técnico principal ficava doente, doença na família, luto...), preferiu "efetivá-lo" para calar a boca de imprensa e torcedores, detalhe que isso sem procurar Milton Cruz para assinar contrato de treinador e ele continuar a receber salário de coordenador-técnico.
Depois da trágica eliminação, o São Paulo foi a Campinas enfrentar a Ponte Preta, mas novamente viu-se um time apático, sem iniciativas, só com Rogério Ceni disposto a jogar, literalmente salvando o time de uma goleada e o resto, nem se importando com quem o time estava jogando, de buscar a vitória, de tentar no mínimo mostrar que o time tinha recursos para empatar o jogo, só estava ali os 90 minutos porque o regulamento obriga, senão era capaz de todos terem ficado dormido em casa e falado para o Rogério: "hoje é com você, estamos de folga hoje". Muito triste: nem o M1TO, nem clube e muito menos a torcida merecem tanto descaso de quem deveria honrar as cores desse uniforme, que cada vez mais está passando de protagonista a mero coadjuvante. Agora o time tricolor tem a semana inteira para trabalhar e jogar contra o Joinville no sábado às 18h30 no Morumbi: qual time vai entrar em campo: o atual, que só dá desgosto ao torcedor, ou um time competitivo, que honra o nome que tem, com os principais jogadores que possui, para poder sair com a vitória???
Muda logo, São Paulo!!!
Busca logo um técnico!!!
Chega de improvisos!!!
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